Quartalhaça – Notícialhaça

Essa matéria sobre a história do palhaço é um pouco extensa, por isso vou dividi-la em duas parte, hoje segue a primeira:

A HISTÓRIA DO PALHAÇO15-07 notic

Os palhaços são conhecidos há aproximadamente quatro mil anos, mas a verdade, é que desde sempre, e através dos tempos, inúmeras pessoas dedicaram-se à arte de fazer rir.

O Palhaço no Oriente

Nas cortes dos imperadores chineses os palhaços adquiriram importante papel, podendo inclusive fazer com que o imperador muda-se de idéia em suas decisões. Por mais de mil anos, em várias partes do Oriente (como Malásia, Burma e o Sudeste da Ásia) os palhaços apareciam em teatros, mesmo em representações religiosas; eram conhecidos como “Lubyet” (homens frívolos), os palhaços e atuavam como desastrosos assistentes dos personagens príncipes e princesas.

Na Malásia os palhaços se chamavam “P’rang” e usavam horrendas máscaras de bochechas e sobrancelhas enormes, cores carregadas e um grande turbante, criando uma figura pavorosa.

Alguns dos melhores palhaços asiáticos vêm de Bali; os personagens mais populares e que ainda se pode ver são os irmãos Penasar e Kartala. O primeiro palhaço aparece sempre preocupado e angustiado, e nunca deixa de comportar-se bem; o segundo palhaço não faz nada do jeito certo, senão tudo ao contrário.

O Palhaço na Grécia e Roma

A história no palhaço na antiga Grécia existe a mais de 2.000 anos, os palhaços faziam parte das comédias teatrais. Após a apresentação de tragédias sérias, os palhaços davam sua própria versão do fato, onde os heróis apareciam como idiotas perante o palhaço. Seu alvo preferido era Hércules, mostrando que suas façanhas aconteciam mais pelo acaso do que intencionalmente.

Também na antiga Roma existiam diversas classes de palhaços; Um palhaço era Cicirro, que se caracterizava com uma máscara de cabeça de galo e cacarejava movendo os braços como asas, e o outro palhaço era Estúpido, com gorro pontiagudo e roupa de retalhos. Os outros atores aparentavam estar enojados e batiam nos dois palhaços causando ainda mais riso entre o público.

O Palhaço na Idade Média

Já no início da Idade Média, com os teatros fechados, artistas perambulavam por toda parte para atuar onde pudessem, para sobreviver, participando de feiras em várias regiões. Na Alemanha e na Escandinávia os palhaços eram conhecidos como “gleemen”, e na França, “jongleurs” (malabaristas). Os palhaços contavam contos, cantavam baladas, eram músicos, malabaristas, mímicos, acrobatas, equilibristas e toda sorte de artistas. Em épocas mais festivas, grupos de mímicos e palhaços apresentavam danças e comédias nessas feiras. Nesses grupos, depois dos bailarinos, os personagens mais importantes eram os palhaços, que levavam uma bola atada por um barbante, com o qual iam batendo nos espectadores, a fim de abrir espaço para a atuação dos mímicos e dos próprios palhaços. Com freqüência levava uma vassoura para varrer as pessoas do local gritando: “Espaço! Espaço! Preciso de espaço para recitar minhas trovas!”. As palhaçadas eram, nessa época, mais importantes do que a própria história que se apresentava.

Foi também na Idade Média que surgiu a figura do bufão, ou “bobo da corte” (palhaço da corte); alguns eram realmente “bobos”, mas a maior parte era formada por palhaços inteligentes que se faziam de estúpidos para alegrar as pessoas com a arte do palhaço.

Na Alemanha, os palhaços eram chamados de “alegres conselheiros”, pois, em suas agudas observações, cada palhaço incluía bons conselhos.

Ainda durante a Idade Média os palhaços atuaram nos teatros pouco a pouco “re-abertos”, principalmente em comédias religiosas, representando o “diabo”, os “vícios”, a estupidez e o mal. Muitas vezes o narrador era um palhaço que mantinha a platéia entretida, atenta, e explicava melhor a história. Cada vez mais o papel do palhaço foi se tornando mais importante, ressaltando os contrastes, até que William Shakespeare mostrou que o palhaço podia não só fazer rir, como fazer chorar, e tornar ainda mais dramáticas as cenas trágicas de uma obra, os palhaços passaram a ser tão importantes, nessas representações, quanto os atores sérios de grandes clássicos do teatro. (continua…)

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O que é ser voluntário08-07 Noticia

 Ser voluntário é doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitário, além de tudo é doar sentimento é ajudar o próximo e com isso melhorar a qualidade de vida da comunidade e fazer o bem a si próprio. O principal fator que move as ações voluntárias é a intenção solidária, é o desejo de intervir de forma positiva na realidade. O voluntário é agente propulsor da cidadania ativa, da melhoria da qualidade da educação e da transformação da sociedade.

 
O que é o trabalho voluntário

Trabalho voluntário é uma atividade não remunerada – pautada pela ética-
exercida em benefício da sociedade, que fortalece o sentido de solidariedade e de responsabilidade social. É uma via de mão dupla que gratifica quem trabalha ao mesmo tempo em que gera novas experiências com oportunidades de aprendizado. O voluntariado não substitui o Estado nem se choca com o trabalho remunerado. Porém mostra a capacidade da sociedade de assumir responsabilidades e de agir por si mesma.

 O que eu ganho

Quando se fala em problemas sociais, há aqueles que ficam indiferentes, outros simplesmente reclamam e se lamentam, outros, ainda, buscam atuar politicamente, cobrando as providencias das autoridades responsáveis e colocam a mão na massa para fazer sua parte. Cada vez mais pessoas se conscientizam de que a participação social responsável pode ser um poderoso fator de disseminação de valores e de melhoria da sociendade.

Quando fazemos um trabalho voluntário aprendemos lições de convivência
social:
– conviver com a diferença -comunicar  –interagir -valorizar o saber social –adquirir responsabilidades -desenvolver inteligências interpessoais, essenciais na formação de cidadãos conscientes

 Legislação

 A Lei n. 9.608/98 caracteriza como trabalho voluntário a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive de mutualidade.

Esta lei estabelece que o trabalho voluntário esteja previsto em contrato
escrito – o Termo de Adesão que destaca a não existência de vínculo trabalhista no serviço voluntário.

O dia nacional do voluntário foi instituído pela Lei de n. 7.352 de 28 de Agosto de 1985. Desde então, tornou-se um dia especial ao reconhecer e destacar o trabalho de pessoas que dedicam seu tempo a causas sociais.

08-07Notic 1 História do voluntariado no Brasil

 1543 – É fundada a Santa Casa de Misericórdia, primeiro núcleo de trabalho
voluntário no Brasil.

1910 – O escotismo se estabelece no Brasil para ‘ajudar o próximo em toda
ocasião’.

1935 – É promulgada a Lei de Declaração de Utilidade Pública.

1961 – Surge a APAE para incentivar a assistência aos portadores de
deficiência mental.

1967 – Surge o Projeto Rondon, que leva universitários voluntários ao
interior do país.

1983 – A pastoral da Criança é criada para treinar líderes para combater a
desnutrição e a mortalidade infantil.

1993 – O sociólogo Herbert de Souza cria a ação da Cidadania Contra a Fome
e a Miséria.

1997 – São criados os primeiros Centros de Voluntariado do Brasil.

1998 – É promulgada a Lei do Voluntariado – Lei 9.608.

2001 – O Brasil destaca-se entre os 123 países participantes do Ano
Internacional do Voluntário.

2002 – A ONU escolhe o Brasil para apresentar o relatório final do Ano Internacional do Voluntário. Milú Villela. Presidente do Centro de Voluntariado de São Paulo e do Instituto Faça Parte é a primeira mulher da sociedade civil a discursar na assembléia Geral da ONU.

2006 – No dia 28 de Junho, nasce a nossa querida ONG Presente de alegria, que desde então vem espalhando ALEGRIA por onde passa.

Juliana Praia