Palestra na FAAP!!!

Ontem o Presente plantou a sementinha no coração de mais ou menos umas 40 pessoas…É isso mesmo, ontem demos uma palestra para os alunos de pós-graduação em Marketing da FAAP.

Dr. Cabralito com Dr. Tan Tan conduziram a palestra, e dava pra perceber o quão aquelas pessoas ficaram encantadas com o amor que praticamos… Fizemos algumas brincadeiras pra descontrair, aprendemos a rir, improvisamos, falamos sério de como iniciar um projeto, de como criar líderes e como administrar tudo isso sem dinheiro algum, só coma  vontade!!!

Bastante perguntas foram feitas por parte dos alunos que ficaram curiosos em saber como lidamos com os sentimentos e com o comprometimento dos voluntários.

Deixamos a mensagem do Presente, que tudo que fizer faça com amor e doação, que o crecimento da alma é imensurável…

Ao final os alunos agradeceram muito a nossa presença e não me esquecerei do que o Leo disse: “Poxa!!! Todo dia a gente se aborrece no trabalho, na vida e hoje me aparece uns caras como vocês e me fazem  acreditar que o mundo tem jeito, bacana o trabalho e a dedicação!!!”

Bonito mesmo não é???

Juliana Praia

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Confissão de um Palhaço

Não existe um seriado chamado confissões de Adolescente?

Então,

Apresento-lhes uma confissão de Palhaço, muito gostoso de ler…

 

 

Surpresas, as gratificantes, nos ensina a ser mais humano

Tive a honra de representar a ONG Presente de Alegria, tendo o privilégio e a responsabilidade de substituir o nosso fundador mor.

Foi uma experiência única, assim como é cada visita aos nossos enfermos, crianças e idosos.

No entanto, foram bastante interessantes algumas surpresas. E graças a Deus, todas elas gratificantes.

A primeira, diz respeito ao recebimento do telefonema do Corroh para proferir, junto com ele, a palestra “humanização em hospitais”.

A segunda, é que seria realizada em Santos, na Faculdade de Medicina onde minha querida e amada filha está cursando o 5º ano.

Daí pra frente, após aceitar o convite, vejam o que me aconteceu.

O convite foi feito no domingo. O evento aconteceria na 5ª feira seguinte. Pouco tempo, portanto, para me preparar, conhecer o lugar, o público, a localização, materiais disponíveis, etc., etc., e etc.

Solicitei, então, um esqueleto para o Corroh, assim, estaria alinhado. Ok ele me falou.

Segunda feira terminou e não verifiquei nem uma mensagem do Corroh. Passou terça, quarta e nada de chegar qualquer informação no meu e-mail. Então liguei e ele me perguntava se eu estava com medo. Que pergunta!

Acho que aquilo não era só medo. Era um misto de medo com vontade de ir ao banheiro. Deve de ter outro nome para denominar tudo aquilo que estava sentindo. Isso sem contar que as pernas tremiam igual vara verde. Meu Deus!!!

O esqueleto não veio e o Corroh me diz, na maior tranqüilidade: “Fica tranqüilo irmão, na viagem vou te passando tudo”.

Legal né?

Receber as dicas do que vai falar, treinar dinâmicas e uma esquete numa viagem que dura, no máximo, 45 minutos para uma palestra prevista para 60 minutos.

Desistir?

Nem pensar. E meu comprometimento, minha responsabilidade, minha alegria, como ficava?

No caminho, ou melhor, na viagem, o Corroh me tranqüilizou. Ufa! Ainda bem.

No volante, ouvindo o Corroh  sobre as dinâmicas, a esquete, etc., começamos a fazer um rápido treinamento.

Eu estava errando as palavras chaves, esquecia frases inteiras, ultrapassava os 80 km por hora na Imigrante, esquecia de olhar no retrovisor quando necessitava ultrapassar outro veículo, comia Biz, bebia água (ainda bem que o Corroh comprou tudo isso, eu não fiz refeição nesse dia), prendia a bufa, pensava no plenário cheio, cuidava da direção defensiva que ensinei aos meus filhos, não ouvia algumas palavras que o Corroh falava, mas mesmo assim confirmava com um han, han.

Qualquer um que me observasse naquele momento, identificava uma interrogação do tamanho do meu medinho.

Entrando em Santos, o Corroh me informa do que iremos falar. Passou o tema e os tópicos. Acho que ele observou meu apavoramento e disse-me: “quando chegarmos lá na faculdade, vamos para sala dos palestrantes. Vamos repassar com mais tranqüilidade, pois, estamos com muito tempo de sobra”.

Aquelas palavras me acalmaram bastante. Porém, não tiraram o medinho, nem a vontade de ir ao banheiro.

A maior surpresa.

Ao chegarmos à Faculdade, nos encaminhamos para a tal sala de palestrantes. No percurso, passamos no auditório que estava abarrotado, com gente por todo canto.

O Presidente do Evento, feliz com a nossa presença, corre ao nosso encontro dizendo: “graças a Deus vocês chegaram agora, o palestrante desse horário não virá e, sendo assim, vocês já podem se arrumar e entrar”.

Nesse momento, queria entrar na minha bolsa redonda e sair “avuando” para qualquer lugar. Como assim, entrar agora? E meu treinamento, a esquete, …..

Eu queria ver minha cara, eu ia dar muitas risadas.

Bem, o Corroh pediu 5 minutos para nos transformar. Entramos no banheiro, que fica na frente do auditório.

O Corroh grita: “Ferreruxo, esquecemos o papel no carro” .

Lá vou eu correndo, descer 3 andares e pegar o dito cujo.  Já pode imaginar como ofegante eu estava ao retornar. Olhei no espelho e me assustei. Meu coração não batia, estava apanhando.

Num passe de mágica, antes da transformação, nos abraçamos, fizemos a nossa oração e fomos.

Auditório lotado de pessoas desconhecidas na maioria e o Dr. Macaxeira ainda me pede para entrar na frente, cumprimentar todos e em seguida ele viria.

 Legal o Dr. Macaxeira não?

 Bom, daí pra frente foi tudo divinamente perfeito.

 Nessa palestra, aprendi a seguinte lição, ou, as seguintes lições.

Onde quer que eu vá, onde quer que eu esteja com quem quer que seja, quando falamos de humanização, de fraternidade, de compreensão, de comprometimento, de ajuda e de amor, é sucesso garantido.

O medo existe para termos equilíbrio e cuidado na vida.

Quando nos inebriamos com a força do amor, surge a fortaleza das palavras que devem ser ditas.

As palavras que proferimos, foram elas dotadas de espírito. De um espírito agraciado, jovem e atenciosa. Dessa forma, são palavras que são faladas em todas as crenças, em todas as religiões, etc., e etc. As palavras que necessitavam ser ouvidas e estas, com certeza, produzirão efeito bom nos corações daqueles acadêmicos. Seus pacientes serão tratados com mais humanização.

Medimos o sucesso pela atenção que nos é dada, por verificar um auditório lotado até o final da palestra.

Finalmente, fomos conduzidos até a tal da sala de palestrantes. Isso, depois de mais de 90 minutos de palestra.

Lá na sala, confortavelmente, recebemos cumprimentos, afagos dos coordenadores do evento e, claro, da minha querida e amada filha.

Parece que a palestra não parou. Tocamos violão, continuamos falando de amor, cantamos e, mais uma vez, nos sentimos em perfeita harmonia. Observo agora, como o Corro foi importante aliado e ombro amigo. Foi meu apoio.

Vamos precisar de ombro amigo sempre. É sempre bom ter amigos que tenham ombro amigo.

Essa experiência foi fantasticamente bela.

Tenho vivido e agraciado com momentos inesquecíveis. Esse evento, certamente, ocupará lugar especial nas minhas recordações.

Na realidade, a ONG Presente de Alegria é uma espécie de criança de todos nós, que cada membro, cada voluntário, tem o prazer e a alegria de cuidar como se dela fosse. Esse pouco de cuidado é necessário e indispensável para o sucesso que estamos vivenciando a cada visita, a cada palestra, a cada oficina. A cada pessoa que ousar cruzar nosso caminho.

É muito bom amar as pessoas e saber que a recíproca é verdadeiramente pura e certa.

Por isso que amamos o Presente de Alegria. E o Presente de Alegria somos nós. Logo, eu te amo.

Um beijo

Fica bem. Fica em paz. Fica com Deus.

Ferreira