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hand-washVamo lavar as mãos?

Você tem ouvido falar muito sobre a importância de se lavar as mãos para evitar a transmissão de doenças, inclusive a gripe suína. Inúmeros estudos comprovam que essa medida simples evita a disseminação de vírus e bactérias e, no caso da atual epidemia, pode até ser mais eficiente (e mais simples) do que usar máscaras cirúrgicas. A questão é: você lava as mãos corretamente?
 
A OMS (Organização Mundial da Saúde), que hoje lança a campanha mundial “Salve vidas: limpe suas mãos”, enfatiza que a higienização adequada envolve de 15 a 20 segundos só de esfrega-esfrega. Ok, você não precisa olhar no relógio. A entidade ensina que basta cantar “Parabéns a você” duas vezes seguidas (não precisa incluir “é pique, é pique”). Ou então pensar no alfabeto, como sugere a enfermeira Dirce Laplaca, responsável por implementar a campanha no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Desde a meia-noite desta terça-feira (5), funcionários, internados e acompanhantes vão receber explicações sobre a forma correta de se lavar as mãos.
 
A consciência pesou? Então saiba que, além de caprichar no sabão (a ponto de espalhar espuma por toda a superfície das mãos), é preciso esfregar muito bem entre os dedos (veja passo a passo sugerido pela OMS) e, se possível, lavar também os pulsos. A enfermeira lembra que é fundamental tirar os anéis no momento da higienização, pois a sujeira se acumula entre o adereço e a pele. “Para quem trabalha com saúde, a recomendação é nem usar anéis, além de manter as unhas sempre aparadas”, diz. Pesquisas comprovam que a lavagem de mãos é a principal medida de prevenção contra infecções em ambiente hospitalar.
 
“Para a maior parte das doenças, o sabão comum é suficiente”, explica o infectologista Gustavo Johanson, da Universidade Federal de São Paulo. Ele diz que, em casa, sabonetes em barra podem ser usados. Já em locais de
maior circulação e, especialmente, em hospitais, a versão líquida é a única permitida, pois as rachaduras dos produtos em barra podem virar esconderijo de micro-organismos.

 Todo mundo aprende desde pequeno que lavar as mãos é obrigatório após o usar o banheiro, ao chegar em casa, após mexer em dinheiro e antes das refeições. Mas, em tempos de gripe, vale reforçar a importância de se repetir a operação depois de um acesso de tosse ou espirro. “As pessoas levam as mãos à boca ao tossir e espirrar e acabam contaminando os objetos”, explica o infectologista Gustavo Johanson, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É por isso que, além da lavagem frequente, é bom controlar o impulso de levar os dedos à boca e aos olhos, trazendo os germes do ambiente para dentro do organismo.

Assim, nós que trabalhamos com um público que está mais debilitado na questão da saúde, vale a pena seguir esses conselhos, lembrando que não é apenas nos hospitais, mas em asilos que temos idosos que também tem uma saúde mais frágil assim como as crianças pequenas que visitamos.

E para nós palhaços de hospitais vale redobrar a atenção e cuidado, pois somos os maiores transmissores de bactérias dentro de um hospital, sendo assim se cumprirmos com todas essas dicas, só levaremos a alegria para dentro dos hospitais e nada mais.
 
lavarVeja as recomendações da OMS para lavar as mãos:
 
. Use a quantidade de sabão suficiente para que a espuma cubra toda a
superfície das mãos
. Dedique 15-20 segundos só no ato de esfregar; o ritual completo deve
durar cerca de 50 segundos
. Capriche na limpeza do espaço entre os dedos; esfregue também o dorso e
o punho
. Seque com toalha descartável (em ambientes coletivos)
. Se a torneira não for automática, use a tolha de papel para fechá-la, ou
lave também a torneira antes de lavar as mãos.

Juliana Praia

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