Texto – Chico Xavier

Bom texto para refletir e ver que tudo é muito simples…

TEXTO DE “CHICO XAVIER…”

Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamentos, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida.

Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na bênção de Deus que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas dificuldades.

Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.

Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior.

Seja um eterno aprendiz na escola da vida.

A sabedoria superior tolera; a inferior, julga; a superior, alivia; a inferior, culpa; a superior, perdoa; a inferior, condena.

Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!

“Uma mágoa não é motivo pra outra mágoa. Uma lágrima não é motivo pra outra lágrima. Uma dor não é motivo pra outra dor. Só o riso, o amor e o prazer merecem revanche. O resto, mais que perda de tempo… é perda de vida.”

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Entrevistalhaça

Estou lendo um livro sobre essa grande mulher, uma missionária qu elutou pelos pobres e pelo amor…um exemplo a ser admirado.

   

 

“É tão simples…”

A fundadora das Missionárias da Caridade fala sobre o serviço que a sua congregação presta aos “mais pobres dos pobres”. A senhora costuma dizer que não há amor sem sofrimento…    

 – Sim, o verdadeiro amor faz sofrer. Cada vida, e cada vida familiar, deve ser vivida honestamente. Isso supõe muitos sacrifícios e muito amor. Porém, ao mesmo tempo, esses sofrimentos vêm sempre acompanhados de muita paz.

   

 Quando a paz reina em um lar, ali se encontram também a alegria, a unidade e o amor. Como se pode levar uma vida familiar normal sem paz e sem unidade?

   

 Nesse sentido, a oração de São Francisco é muito atual. Não vivemos nas mesmas circunstâncias, mas o que Francisco pedia responde perfeitamente às necessidades da nossa época. Em Calcutá, rezamos essa oração todos os dias, depois da comunhão. Penso em todos os homens e mulheres que necessitam de amor: “Senhor, fazei-nos dignos de ser instrumentos da verdadeira paz, que é a vossa paz”.

   

 A sua congregação abriu casas para pessoas com Aids em várias partes do mundo…

   

 – Sim, entre outros lugares, nos Estados Unidos, na Itália, no Zaire e, evidentemente, na Índia. Até pouco tempo atrás, não era raro que pessoas se suicidassem quando ficavam sabendo que tinham o vírus da Aids. Hoje, nenhum enfermo acolhido em nossas casas morre no desespero e na amargura. Todos, inclusive os não-católicos, morrem na paz do Senhor. Isso não é maravilhoso?

   

 As regras da sua congregação falam do trabalho em favor dos “mais pobres dos pobres, tanto no plano espiritual quanto no plano material”. O que a senhora entende por “pobreza espiritual”? Alguns dizem que se ocupa apenas com gente que vive na rua…

   

 – Os pobres espirituais são os que ainda não descobriram Jesus Cristo, ou que estão separados dele por causa do pecado. Os que vivem na rua também precisam ser ajudados nesse sentido.

   

 Por outro lado, fico muito contente de ver que, em nosso trabalho, podemos contar também com a ajuda de gente acomodada, a quem oferecemos a oportunidade de fazer algo de bom para Deus. É desse modo que conseguimos abrir um centro onde acolhemos e assistimos a jovens que saem da prisão.

   

 Essa gente nos oferece material e dinheiro. Nesses dias chegou uma carta dos Estados Unidos. Pela letra dava para ver que era de uma criança. Ela me dizia: “Madre Teresa, eu gosto muito de você”. O envelope continha um cheque de 3 dólares. Para essa criança, tratava-se de um grande sacrifício.

   

 A senhora diz que as suas Irmãs não são assistentes sociais. Por quê?

   

 – Somos contemplativas no coração do mundo, porque “rezamos” o nosso trabalho. Realizamos um trabalho social, certamente, mas somos mulheres consagradas a Deus no mundo de hoje. Entregamos a nossa vida a Jesus, com uma renúncia total e a serviço dos pobres, tal como Jesus nos deu a sua vida na eucaristia. O trabalho que fazemos é importante, mas não é tanto a pessoa que o faz que é importante. Fazemos esse trabalho por Jesus Cristo, porque o amamos. É tão simples.

   

Não temos condições de fazer tudo. Eu sempre rezo muito por todos aqueles que se preocupam com as necessidades e misérias dos povos.

   

 Muitas personalidades e gente rica se associaram à nossa ação. Pessoalmente, não possuímos nada. Não ganhamos dinheiro. Vivemos da caridade e para a caridade.

   

 E da Providência…

   

 – Isso mesmo. Normalmente, sempre temos que enfrentar necessidades imprevistas. Em nossa casa “Sishu Bevan”, temos mais de duzentos bebês que necessitam de um tipo especial de leite. Um dia, as minhas Irmãs vieram me procurar para dizer: “Madre, tem que fazer alguma coisa, porque não vemos nenhuma saída”. No mesmo dia, um hindu rico veio me ver e me disse: “Madre Teresa, esta manhã, uma voz me disse que eu tinha que fazer alguma coisa pelos pobres”, e me deu o que necessitávamos. Deus é infinitamente bom. Ele sempre se preocupa conosco.

   

 Por que tantas jovens entram para a sua congregação?

   

 – Eu creio que elas apreciam, sobretudo, a nossa vida de oração. Rezamos quatro horas por dia. Elas também conhecem e vêem o que fazemos pelos pobres. Não se trata de trabalhos importantes e impressionantes. O que fazemos é muito discreto, mas nós o fazemos pelos mais pequenos.

   

 A senhora é uma pessoa muito popular. Nunca se cansa de tanta gente, fotografias…?

   

 – Considero isso um sacrifício, e também uma bênção para a sociedade. Eu e Deus fizemos um contrato: para cada foto que tiram de mim, Ele liberta uma alma do Purgatório… (risos)… Eu creio que, nesse ritmo, em breve, o Purgatório estará vazio…

   

 Viajar pelo mundo cercada de tanta publicidade é cansativo e duro. Porém, eu utilizo tudo o que se me apresenta para a glória de Deus e o serviço aos mais pobres. É preciso que alguém pague esse preço.

   

Que mensagem gostaria ainda de nos deixar?    

 Amem-se uns aos outros, como Jesus ama a cada um de vocês. Não tenho nada que acrescentar à mensagem que Jesus nos transmitiu. Para poder amar, é preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o serviço ao próximo. Isso nos conduz à paz. – “UMBRALES”    

 Entrevista fonte: http://ospiti.peacelink.it/zumbi/news/semfro/sf247p05.html    

Quintalhaça – Entrevistalhaça

Buscando aqui na internet coisas interessantes no mundo de palhaço me deparei com um blog que o autor chama-se Cazzo que entrevistou um palhaço chamado Amoroso, confira aqui a entrevista que peguei desse blog no fim se quiser conferir entrevistas interessantes entre no blog.!!!

A entrevista é grande para um blog, mas vale a pena ler…

CAZZO ENTREVISTA PALHAÇO AMOROSO

 

Palhaço Amoroso nunca pisou num picadeiro, e faz do riso prato cheio no dia a dia da sinaleira do Vale dos Barris, quando encara, a priori, rostos robustos, enfezados, trêmulos, nervosos ao volante que, aos poucos, e poucos, se abrem diante da performance deste doce e despretensioso lavador de pára-brisas.
Ex-auxiliar de escritório, ex-empresário, ex-monge Hare Krhisna, ex-mímico na Índia. Palhaço Amoroso, autodidata, não vê TV, não acredita na melancolia que tantos se referem aos palhaços, prefere mesmo estar alegre o tempo todo, assim como a leve e desobjetiva alegria das crianças, que fazem graça pelo simples fato de serem crianças.

Porque despreza a idéia, preza pelo vazio da alma; e seus minúsculos olhos – quase encobertos pelo gigantesco nariz no meio da cara –, vêem neste vazio da alma todo o preenchimento da necessária sensibilidade pra se levar a vida.

Se na sinaleira, ao fim da performance, no lugar da moeda, lhe dão um sorriso, Amoroso, alma aberta e lavada, não ignora, toma pra si, como quem guarda um tesouro. 

 

Amoroso:Essa coisa de palhaço mesmo eu comecei foi na Índia, eu já era ator, não teria como me comunicar em português, acabei trabalhando como mímico lá. Aqui é que comecei a me caracterizar mesmo como palhaço, fui descobrindo a lidar com público, na rua, não aquele público preparado, já sentado esperando o espetáculo, era coisa de esperar várias reações e de minha parte também. A gente vê as pessoas muito complexadas, se o palhaço chega, a pessoa olha assim, tem muito a coisa da timidez, né? Porque timidez é o ego de ponta-cabeça… então comecei a cutucar, por que as pessoas não conversam como antigamente? Será que é a crise? A violência? Eu descobri que é o preconceito. Muita gente pensa que o palhaço aqui é um desempregado, desesperado que pintou a cara e foi pra rua pedir dinheiro, e assim a gente vai pensando do vizinho, da pessoa ao lado no ônibus, mas a gente só vai saber quem é a pessoa de verdade, comunicando com ela. Porque o resto é só imaginação. As pessoas perdem a oportunidade de amizade, de trabalho, até de casamento por causa do preconceito. E acho que o que faz as pessoas alimentarem esse preconceito são os nossos meios de comunicação, eles enchem a cabeça das pessoas com tanta notícia sensacionalista, que a pessoa sai de casa cheia de informações achando que está segura, mas ao contrário, ela tá distraída, ela tá cheia de medo, e isso é prato cheio pra o ladrão. A verdadeira informação tá na gente, como tá nossa cabeça, como está nosso corpo, depois disso é que a gente vê com clareza as coisas.

O trabalho no ônibus eu fiz por muito tempo, e foi bom, eu via muito as pessoas comentando, começam a olhar um pra o outro, quebra um pouco esse gelo nas relações. Depois de um certo tempo, eu fiz trabalho em Universidades, em Centros Culturais, mas eu costumo dizer que meu trabalho não é só como palhaço, embora o palhaço seja o mais difícil,

 

“Porque palhaço não é bem ator, é a coisa do improviso, tem que estar atento, tem que estar vazio, ele não pode pensar em tirar o sorriso da pessoa, se ele pensar ele tá buscando resultado, e se ele busca resultado ele não vê o que tá acontecendo no momento, tem que ter sacações…”

 

Amoroso: e esse trabalho que eu comecei a fazer nas sinaleiras é fantástico, as pessoas ficam presas ao tempo, e o lugar onde acontece bem isso é no semáforo, o sinal marca o tempo, a pessoa tem que resolver coisas, tem que alcançar objetivos, a pessoa quer ganhar tempo, ganhar mais tempo pra ter tempo pra viver. Então fica nessa correria o tempo todo, mas o tempo não se ganha. Nas sinaleiras eu percebi que as pessoas estão sempre ansiosas, elas não vêem, não enxergam ninguém, já têm resposta pronta, você chega perto do carro ela já tá dizendo “não, não, não”, mas “não” o que? Entende? Eu percebo o grau de estresse das pessoas, eu vou lá e quebro um pouco isso, porque eu vou com um balde, a pessoa pensa que é água e já leva aquele susto… depois é que vem um sorriso.

Olha só, essa coisa de quando que me tornei palhaço sempre me perguntam, desde pequeno que eu sou palhaço, eu sempre interagi, na sala de aula eu imitava o Mazaroppi. Quando a pessoa é muito condicionada pela educação, por fórmulas, padrões, ela fica fechada, se torna séria, e essa seriedade não é a verdadeira seriedade. Seriedade é quem tá vendo a realidade.

 

“A pessoa que passa na rua com uma pasta, ou uma Bíblia debaixo do braço, ela parece uma pessoa séria, mas não é, ela está fechada, presa num objetivo, e a pessoa assim dificilmente brinca, dificilmente está relaxada, está sempre tensa, procurando alcançar objetivos.”

 

Amoroso: A coisa do palhaço vem do vazio, a cabeça tem que estar vazia, não que o palhaço seja um estúpido, pelo contrário, o estúpido está sempre com a cabeça cheia de coisas, mas um estado de vazio é um estado sem tagarelar muito, sem objetivos, interesses… em toda família tem sempre uma pessoa que quebra o gelo, é o chamado palhaço da família.

Então, o palhaço é o estado de inocência, de vazio, sem informações, sem preconceitos, né? Eu ainda pequeno já tinha esse talento, a educação faz o contrário, destrói o talento, cria fórmulas. O que faz a gente se tornar palhaço é interagir com as pessoas, o fato de estar vestido assim já tira a gente dos padrões, chama a atenção, as pessoas reagem, e isso a gente percebe. A coisa do palhaço é bem parecida com a criança, quando chega numa casa cheia de adultos, ela quebra todas as convenções, o avô que tá fechado, cheio de doenças, já abre um sorriso, a criança não tá ali pra dar idéias, nada, ela tá descobrindo, e isso encanta as pessoas. O palhaço é bem isso aí.

“Nunca tive contato com circo, sempre me perguntam em que circo trabalhei. Essa coisa da tradição mata a criatividade, a técnica…”

 

Amoroso: eu nunca fiz nenhum curso pra ser palhaço, eu sou autodidata, pinto, me maqueio sozinho, faço artes plásticas, toco percussão… é na rua, com as pessoas, que vou descobrindo, vou aprendendo, eu não vou pra rua sabendo o que vou fazer, lá é que aprendo, vendo as pessoas fechadas, quase mortas.

Em São Paulo, eu trabalhei com auxiliar de escritório, vendedor, no Rio fiquei sete anos, fui empresário, viajei pra Índia várias vezes pra comprar produtos, mas essa coisa de empresário, me sufocava, me cansava, então me decepcionei com essa vida de escravidão, larguei tudo e decidi vir pro Nordeste, pra um lugar eu tivesse praia, pra respirar e viver só de arte. Já estou aqui há oito anos e vivo disso, faço trabalho nas ruas, faço animações em festas, aniversários, shoppings, mas só não faço propaganda, não fico vinculado a nenhum tipo de produto, de marca, nossa cultura é muito propagandista, prefiro minha liberdade, e nem com políticos faço trabalho. Acho uma palhaçada!

Olha o despertar pra essa coisa de palhaço aconteceu lá no Rio ainda, eu era empresário, na época tinha acontecido o Plano Collor, eu levei um rombo, fiquei sem aquela estrutura financeira que eu buscava, foi nessa que tomei um baque, comecei a ver que eu tava cobrando de mim um status, foi aí que perdi tudo, e isso foi maravilhoso porque, já aqui, comecei a ir pra praia, comecei a me sentir livre, a questionar as relações familiares, as relações religiosas, eu comecei a me livrar de tudo mesmo, eu era filho do medo.

Eu fui monge hare-krhisna, ainda em São Paulo isso, entrei no Templo com 18, me livrei aos 42. Eu to com 51 anos hoje. Quando eu me livrei dos condicionamentos da religião, dos dogmas, quando enfim dei o passo pra o abismo, quando me livrei disso tudo, passei a enxergar com meus próprios olhos, porque até então eu enxergava com os olhos do guru, da minha família, do meu pai, passei a ser sensível a ponto de não aceitar a própria autoridade que vinha de mim mesmo, até porque essa é a pior autoridade que existe, me livrei disso, da mais difícil, porque a gente cresce e tem que ser isso ou aquilo, né?

 

“Já começa assim: “você vai ser o que quando crescer?”, quer dizer, a criança já entra nessa de competir, a educação é o que mata a criatividade da criança, porque nossa educação é baseada na punição, no castigo, na recompensa, a criança já cresce com medo, com medo do que vai ser, do que não vai ser, nossa educação liquida nossa sensibilidade, essa coisa da sensibilidade é quando você vê com seus próprios olhos, só se pode ser sensível se não temos medo.”

Amoroso: Com 16, 17 anos eu tinha muitos conflitos, relações com drogas, bebidas, e com isso a cobrança da sociedade, minha formação é católica, por causa da família, tinha aquele Deus do medo, né? E no movimento Hare-Krhisna o que me despertou foi o fato de ver pessoas diferentes, roupas e costumes fora dos padrões daqui, né? Eu era auxiliar de escritório, já tava virando empresário, tudo muito repetitivo pra mim, aquelas roupas, aquelas pessoas cantando nas ruas, uma cultura diferente, incensos, vegetarianismo, grande literatura, histórias fantásticas, tudo isso me deslumbrou, mas era também uma fase de conflitos, entende? Havia ali também uma vontade de conhecer a vida, né? Saber porque que a gente morre, e eles têm a resposta pra tudo, né? (risos) E por muito tempo eu dormir com essas respostas, porque era como uma droga, eu substitui as que eu usava por outra, porque a pior droga mesmo é a idéia, a droga em si não é tanto problema, o problema é a idéia. Só que a partir de um momento eu comecei a excluir um monte de gente em minha vida, minha família, porque não eram vegetarianos, logo, eles iriam pro inferno, eu iria pro céu, alguns amigos.

E quando eu estive na Índia, eu já tava meio fora dessa onda toda, e lá foi que eu vi a coisa de perto, lá todo lugar é sagrado, tudo é sagrado, eu estive lá quatro vezes, eu passava um mês, comprava coisas lá, e voltava. Eu tava de comerciante, comprava coisas e pedia ajuda pra Deus pra passar na Alfândega (risos).

Eu comecei a questionar todos os mestres, comecei a cutucar, eu tinha uma peça chamada Kali, que falava dos pecados capitais, mas era um tanto ortodoxa, acabava sempr cantando Hare Krishna. Daí eu mudei um pouco, botei música budista no meio, comecei a chamar Deus de Jeová, e isso começou a incomodar as pessoas do Templo.

 

“Eu cheguei a perguntar pra um guru que já que Deus é um só e absoluto eu poderia chamá-lo de Jeová e não só de Krishna, mas aí ele me disse que o nome Krishna tem uma porcentagem a mais, uma medida maior do que os outros (risos soltos).

 

Porque meditação não é uma coisa separada da vida, você comendo você medita, fazendo sexo você medita, trabalhando você tá meditando, meditação é estar atemporal, não é dispensar a memória, a memória é importante, mas quando a pessoa dá atenção demasiada à memória ela se torna rei, e por causa da memória começam de novo os objetivos, as metas, e a pessoa sente prazer em projetar um estado de realização, seja espiritual, seja material. Por que, no fundo, o que é o pensamento? Aí, você vai procurar na memória, pode ter resposta acadêmica, uma resposta solta, mas esse tempo que te fez procurar a resposta isso já é o pensamento. Então as pessoas perderam a sensibilidade porque a memória é que tira de nós a percepção total das coisas.

Deus é o agora, Deus é você, Deus é uma coisa viva, não é idéia, é o tudo agora, você me entrevistando, eu falando, o rádio tocando, o barulho lá de fora, a brisa entrando aqui, isso é Deus. E nada daquelas verdades absolutas me abala mais, porque o medo existe e tá sempre relacionado a algo, a gente tem medo de alguma doença, medo da mulher abandonar, medo de perder o filho. O medo, de fato, não existe no presente ativo, ele só existe quando você pensa. Você projeta algo que pode acontecer, por isso o auto-conhecimento é um negócio fabuloso porque a gente começa a se conhecer a cada momento, se percebe o tempo todo, porque tudo é ilusório, tudo é fictício. E fora o medo maior que é o da morte mesmo, que é um fato, né? Mas o meu medo mesmo é o medo da morte psicológica, que é tudo o que a gente acumula desde pequeno na vida, o nome, as referências, as crenças, a família, todas essas informações,

 

“Porque a morte é o desconhecido, a gente não sabe o que vem depois, o medo, na verdade, é da perda do conhecimento, porque o desconhecido a gente já desconhece, o problema é perder o que já se conhece. Porque o pensamento é bom, mas pode ser também o teu pior inimigo.”

 

 É justamente quando a gente quer a segurança na vida, e o que é a segurança? É ter a certeza de que não aconteça uma determinada coisa no futuro, é se assegurar de que não vai acontecer algo inesperado, a segurança é a maior desgraça da humanidade, as pessoas acumulam fortunas, outras tantas passam fome por isso, a própria relação amorosa vira mesmo um esquema pra você não perder a pessoa, pra se sentir segura, quase nunca tem a espontaneidade, há sempre a coisa de um testar o outro, sempre o medo de perder, deixa de ser uma coisa natural e vira um jogo de estratégia a relação. A vida não tem método, não tem fórmula, você que tem que se perceber.

O lance é o seguinte: a tradição mata a cultura, a criatividade. Veja aí, a coisa do Natal, Festa Junina, é sempre tudo igual, repetição, nada de novo, coisa horrível, eu me considero uma pessoa criativa, eu vou lá e faço, sabe como é? E referências a gente tem sempre que estar mudando, eu já assisti muita televisão, já faz quase dez anos que não assisto, depois que parei de ver TV, eu me tornei mais criativo. Porque a televisão faz a gente ficar se comparando, e o que é pior, faz a gente imitar. Então, meu trabalho, esse da sinaleira, foi um insight que eu tive.

A mudança começa na gente, a maior escola que existe é a relação que você tem com as pessoas, tua família, teu patrão, tua empregada, teu filho, nisso a gente descobre nossa arrogância, nosso autoritarismo,

 

“ Por que a gente é arrogante com nosso filho? Pra que ele fique sempre dependente, cheio de medo, medo de errar, então, eu vejo que nas relações em geral, a gente começa a se perceber, no dia a dia, não existe mudança via ideologia, religião, nada disso, a mudança que há é o agora, porque, repare, a gente espera que o mundo todo mude pra gente mudar. Depois que deixar de existir político ambicioso, eu deixo de ser ambicioso, mas, no fundo, você tá querendo o lugar dele.”

O nome Amoroso quem colocou foi um cara de lá do Templo, chamado Lúcio, um maluco, astrólogo, um dia eu tava lá vestindo uma roupa de palhaço e disse a ele que precisava ter um nome de palhaço, ele foi lá e disse: “Amoroso”. Eu achei legal esse nome. Veja só, eu fui iniciado com nome de palhaço por um maluco (risos).

QUER CONHECER O BLOG DO CAZZO ENTRE: http://cazzoentrevista.blogspot.com

Quintalhaça – Entrevistalhaça

E nada mais nada menos que uma entrevista com Ricardo Cabral para saber como fechamos 2009 e o que podemos esperar para 2010!!!!!!!!!!!!!!!

Como foi o ano de 2009 para o Presente?

Em 2009 o Presente de Alegria teve o prazer de conhecer mais pessoas maravilhosas que nos encantaram com sua chegada. Pessoas que trouxeram sua experiência de vida e canalizaram sua boa vontade solidariamente para seus pacientes.

A Cada ano que passa descobrimos que quando fazemos o bem a todo custo só atraímos boas pessoas para perto da gente. Todos os dias parece que Papai do Céu manda alguém especial para junto da gente e elas nos fazem crescer e melhorar. E quando melhoramos, evoluímos e conseguimos dar mais carinho e amor para todos que são expostos a Presentoterapia… :O)

Conte alguma de nossas conquistas?

Neste representativo ano para o Brasil e muito difícil para o Mundo o Presente humanizou mais pessoas, palestrou em 11 lugares onde pessoas foram tocadas pelo calor da solidariedade, ampliou o número de oficinas conseguindo pela primeira vez aplicar uma Oficina Avançada para seus voluntários descobrindo o prazer de nos conectar aos nossos pacientes através do amor ao próximo.

Conseguimos também dar o pontapé inicial com o projeto da Tenda Presente que irá levar Alegria e recursos (alimentos e vestimentas) para lugares com extrema necessidade. Isso não poderia ser possível sem a formação de uma nova diretoria, a de Parcerias, que começou a mostrar com maestria a potenciais parceiros o quanto o Presente quer e pode ajudar a sociedade.

Melhor acolhimento do nossos voluntários, o lançamento deste Blog muito especial, maior profissionalismo em nossas oficinas e eventos beneficentes… entrevistas em TVs a cabo e abertas e vinhetas na Rádio mais ouvida de São Paulo. Foi um ano Maravilhoso e cheio de conquistas!

E o que podemos esperar para 2010?

Esperamos formar mais 90 palhaços, ampliar em 30% o número de instituições, materializar a Tenda Presente, ministrar 8 oficinas (Basica, Intermediária e Avançada) bem como 3 reciclagens focadas em malabarismo, triangulação e improvisações…

Queremos também aumentar o número de visitas nas Instituições já atendidas, levando cada vez mais o mundo e suas maravilhas para dentro de suas dependências com toda a magia da humanização!

De um modo geral abrangeremos mais corações com a risoterapia fortalecendo a esperança de que esse mundo se sensibilize através da alegria.

Algum marco em 2009?

Daria pra ficar falando de vários acontecimentos que tocaram muitos corações mas dentre eles acho que vale lembrar de dois.

A palestra para 450 pessoas no Seminário de Fisioterapia da UniSant’anna onde fomos recebidos com um carinho tão grande que ao fim da Palestra várias pessoas emocionadas vieram nos abraçar ao fim daquele momento especial onde aqueles que nos assistiram participaram superando todas as expectativas!

Outro foi o espetáculo apresentado no Teatro da Escola Americana no Rio de Janeiro para 800 crianças onde pela terceira vez o Presente Levou Personagens sensacionais como o Dr. Macaxeira, Dra. Nega e Renata Lima nos bastidores com seus amigos Doutores Tan Tan e Ferreruxo, estreantes no evento em parceria com a ONG Sonhar Acordado, uma das responsáveis por alavancar o trabalho do Presente em 2006.
 
Quais são as características do Presente de alegria?

Nossas características principais são baseadas no amor incondicional pelo ser humano onde através da Alegria procuramos modificar a vida daqueles que cruzam nossos caminhos. Seja durante as visitas ou enquanto humanos em nossos locais de trabalho, em casa ou em qualquer lugar. Tudo isso sem fim lucrativo algum.

Acreditamos que com Boa Vontade e amor podemos transpor obstáculos que parecem ser intransponíveis, derrubar barreiras que parecem ser indestrutíveis. Nossa esperança é que assim consigamos dar a nossa parcela de colaboração para um mundo melhor.

Um Feliz Ano Novo cheio de Amor, Paz e ALEGRIA para todos!

Grande Beijo,

Ricardo Cabral (Dr. Cabralito)

QINTALHAÇA – ENTREVISTALHAÇA

31_2916-cordaÉ hora de brincar!

Renata Meirelles já realizou diversas pesquisas sobre brincadeiras em todo país, criou o Projeto BIRA e ministra cursos, workshops e palestras em escolas, universidades e instituições. Além disso, está terminando sua tese de mestrado na Faculdade de Educação da USP sobre o tema. “É muito mais importante o adulto doar seu tempo, brincar com a criança, se divertir e aproveitar esse momento que é único.”, diz Renata.

Toda criança tem o direito de brincar. É sobre esse direito tão fundamental da infância que mostraremos a entrevista com a pesquisadora do assunto Renata Meirelles. 

Então aproveite as dicas na entrevista abaixo!

Existe uma definição do que é brincar? Qual a importância da ação de brincar para as pessoas, sejam crianças ou adultos? pula_sela

Renata Meirelles – Para as crianças, a brincadeira é a linguagem que utilizam para se expressar, por isso é tão iportante. Como a brincadeira é motora ela ajuda a criança a conhecer seu corpo, a se entender.Já o adulto tem outro canal de expressão, tem outra relação com o mundo, outras formas de entendê-lo, seja através do esporte, da dança ou da pintura. Para o adulto as atividades de lazer são consideradas uma forma de brincar.

Existe uma definição do que é brincar?

Renata Meirelles – Cada pensador e estudioso vai definir isso de uma forma, mas brincar é sinônimo de liberdade. Se houver obrigação deixa de ser brincadeira. Às vezes, na escola, a professora utiliza certos artifícios mais lúdicos para ensinar sobre alguma coisa achando que aquilo é uma brincadeira, mas não é, porque as crianças não têm a opção de não participar. Se não existe essa alternativa não podemos considerar a atividade uma brincadeira. 

Nos dias de hoje, com toda a tecnologia e informação disponível, o tempo para as brincadeiras diminuiu? Quais as conseqüências?

Renata Meirelles – Para as crianças o tempo não diminuiu, porque elas acreditam que o video game, o computador e a televisão são brincadeiras. Realmente são, mas todas bastante individualizadas. Hoje as crianças não interagem com as outras, as atividades são sempre solitárias e não permitem o conhecimento do corpo. Não existe contato nem com si mesmo nem com o outro. É claro que não é para as crianças deixarem de jogar video game, mas elas devem fazer outras coisas além disso.

Você acredita que crianças que brincam mais na infância se tornam adultos mais felizes? Por quê?

Renata Meirelles – Não é apenas a brincadeira que influencia na felicidade de uma criança. Saúde, educação, carinho e uma base familiar são fatores determinantes. A brincadeira é só mais um destes fatores.

 Como um adulto pode brincar também? O voluntariado é uma forma de aproximar essa realidade dos adultos?

Renata Meirelles – Sim, eu já fui coordenadora de um grupo de voluntários que trabalhava com crianças e era ótimo. Lembrava do meu passado e das brincadeiras que fazia durante a minha infância. Fazer esse trabalho com as crianças é super importante porque trazemos para as nossas vidas momentos que foram deixados na infância e, por conta da correria do dia-a-dia ,acabamos não resgatando. A sensibilidade infantil é importante na vida adulta e, lidando de forma voluntária e plena, resgatamos tudo que acaba sendo perdido.

 queimadaO que os brinquedos representam na nossa educação e cultura?

Renata Meirelles – Representam muito, mas são todos construídos por adultos, ou seja, todos têm os valores dos adultos e cada dia são mais complexos, mas cheios de luzes, barulhos e movimentos. A criança não  precisa de tanta informação, elas gostam de coisas simples, elas aprendem pouco com tudo que é muito complexo. Por isso acho que é necessário se pensar mais a respeito dos novos brinquedos.

 De que forma a mudança dos hábitos e costumes influencia o tempo livre para brincar e de colocar as pessoas em contato?

Renata Meirelles – As pessoas têm medo da liberdade de brincar, mas nós devemos mostrar o quanto é bom se relacionar com as crianças, o quanto o adulto ganha brincando e interagindo com os pequenos.

http://www.voluntariosbradesco.com.br/site/pagina.php?idconteudo=1294

Entrevistalhaça – Adotei um sorriso

“…o sorriso é o melhor remédio para melhorar o astral de uma pessoa…”

Em todo o Brasil, é cada vez maior o número de dentistas que adotam voluntariamente sorrisos de crianças e adolescentes carentes assistidas por organizações filiadas à Fundação ABRINQ, através do Programa Adotei um Sorriso.

O doutor Antonio Marcos de Oliveira declara que sua satisfação é dupla como dentista voluntário. Além de garantir o sorriso de crianças e adolescentes atendendo-as em seu consultório particular, como coordenador local do programa, ele é encarregado de sensibilizar e mobilizar outros profissionais em Curitiba.

O que é o Programa Adotei Um Sorriso? Como ele surgiu?

109821999965_profileO Programa Adotei um Sorriso surgiu em 1996 através de um grupo de dentistas da região metropolitana de São Paulo, que se comprometeram a dar atendimento odontológico a crianças e adolescentes de famílias de baixa renda. A idéia logo foi apoiada pela Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente e começou a ser expandida nacionalmente. Atualmente o programa existe em quase todos os estados e em diversas cidades. Cada cidade conta com um coordenador local, mas a coordenação geral fica a cargo da Fundabrinq em São Paulo.

A “adoção” evoluiu. Inicialmente o profissional voluntário “adotava” o sorriso de uma criança ou adolescente e ficava responsável pela saúde bucal deste paciente até ele atingir a idade adulta, isto é, 18 anos. Hoje ele pode ter quantos “adotados” desejar. O profissional realiza os procedimentos necessários em seu próprio consultório, não se exigindo seu deslocamento para outros lugares. Quando as crianças e/ou os adolescentes completarem 18 anos ou se neste ínterim se desligarem da organização social, eles perdem o direito de receber apoio do Programa Adotei Um Sorriso, mas fica a critério do profissional dar continuidade no trabalho, sem vínculo ou apoio do Programa.

A criança adotada deve ser uma criança assistida por uma organização social, que fica responsável por fornecer vale transporte para a criança e para o responsável, geralmente um dos pais, porque a criança NUNCA deve ir desacompanhada para o consultório. Se houver possibilidade por parte da organização, ela pode disponibilizar um meio próprio de transporte. Neste caso um responsável da própria organização pode acompanhar a criança. Outra função da organização é desenvolver um trabalho de conscientização junto à família e/ou responsáveis por esta criança.

Por que você é dentista? Onde você trabalha profissionalmente? Onde você colabora e o que você faz como dentista voluntário?

Desde muito cedo estive certo de que queria trabalhar com saúde, a imagem do profissional cuidando de outras pessoas sempre exerceu um carisma sobre mim, e isto foi se solidificando com o tempo de escola. Devo confessar que no início a visão do médico era mais forte, mas optei pela odontologia e estou convicto de que fiz a opção certa.

Gosto muito do que faço, procuro fazer sempre o melhor que posso e tenho humildade suficiente para enfrentar e reconhecer minhas limitações. Desde que me formei exerço minha profissão em consultório particular e também já trabalhei durante cinco anos no Ministério do Exército, precisamente no Hospital Geral de Curitiba desenvolvendo trabalho com odontopediatria.

Como dentista voluntário eu atendo meu paciente “adotado” no próprio consultório e realizo a coordenação do Programa Adotei um Sorriso em Curitiba, trabalho este que desenvolvo com o apoio do Centro de Ação Voluntária de Curitiba, pois me oferecem todo o apoio logístico de que necessito. Como coordenador local do Adotei um Sorriso faço a união entre a coordenação nacional em São Paulo e as organizações sociais que recebem apoio do programa em Curitiba, além de promover ações em busca de novos profissionais voluntários.

Como, quando, por que você se envolveu com voluntariado?

10942457053_profileO voluntariado de alguma forma sempre esteve presente em minha vida devido ao engajamento de minha mãe em algumas ações voluntárias, que ela ainda mantem até hoje, mesmo aos quase 83 anos de idade. Seu entusiasmo, as estórias e o aprendizado que ela relata foram e são um incentivo para que despertasse em mim interesse e vontade de também fazer algo em prol de pessoas menos favorecidas. Com certeza, hoje tenho uma visão mais definida do papel social que preciso exercer no mundo que está a minha volta.

Foi noticiado recentemente que 26 milhões de brasileiros são desdentados. Que problemas de saúde e que constrangimentos ou dificuldades são gerados pela falta de dentes?

Primeiro ponto a ser considerado nesta afirmação é que se 26 milhões de brasileiros são desdentados é porque já atingiram a fase adulta e já perderam todos os dentes permanentes. Isto significa que uma grande porcentagem da população não tem acesso a tratamento odontológico, em termos de saúde pública e/ou em consultórios particulares. Assim pode-se concluir que ainda temos um grande problema de saúde pública a ser resolvido, pois se formos considerar a grande maioria destas pessoas iremos perceber que são de baixa renda e que vivem num nível de pobreza na qual muitas vezes não têm nem mesmo o que comer. Imagine-se então como poderão enfrentar os problemas de saúde bucal, a não ser retirá-los para não sofrerem com dores e com muitas outras patologias que afetam a cavidade oral.

Entrevista completa: http://portaldovoluntario.org.br/blogs/46277/posts/384

Marcelo Mendonça

Quintalhaça – Entrevistalhaça

“…incluir os idosos no meio social, despertando neles, os mais puros sentimentos…”

O estudo dos dados colhidos no Censo de 2000 pelo IBGE, aponta que, em 2020, seremos 30 milhões de idosos no Brasil. Uma imensa população que cada dia se mostra mais ativa.

Esta atividade pode ser comprovada na UnATI – a Universidade Aberta da Terceira Idade – um programa da UERJ, Universidade Estadual do Rio de Janeiro. A UnATI se estrutura em torno de quatro eixos, com ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas para idosos, estudantes e profissionais relacionados com a terceira idade.

A UnATI também busca sensibilizar a opinião pública, por meio de atividades de extensão, um programa de voluntariado e a participação de políticas para a população idosa. Sandra Rabello fala como funciona a Universidade da Terceira Idade (UnaTI).

Quando foi criada a UnaTI e por quê?
No final da década de 1980, o professor Piquet Carneiro idealizou um grande Centro de Convivência voltado para o estudo da população idosa que, além de compreender uma unidade de saúde de referência, pudesse ser um centro de formação qualificada de profissionais de saúde e áreas correlatas e de produção e disseminação de conhecimento por meio do desenvolvimento de pesquisas. Um centro que prestasse assistência e serviços de diversas naturezas a idosos de diferentes faixas etárias, gêneros, etnias, extratos sociais e níveis educacionais e culturais, sempre guiado pela excelência das alternativas oferecidas. Enfim, um centro de convivência e excelência no interior da universidade pública.
A concretização dessas proposições ocorreria em seguida, por meio de uma estrutura estabelecida de acordo com os preceitos da UnERJ. Assim, em 1993, a UnATI/UERJ constituiu-se formalmente como um programa vinculado ao Instituto de Medicina Social.

No site da universidade, há um mapa de asilos. Há algum convênio/parceira com essas instituições asilares?
Sim. Dentre as instituições descritas no mapa, realizamos parceria com quatro instituições que se localizam próximas à residência dos idosos que participam do programa de voluntariado. O fazemos porque essas instituições são filantrópicas e necessitam da ajuda da sociedade civil.

Como é a participação dos idosos neste programa? Que benefícios ele traz para estas pessoas?
O programa propõe ao idoso o exercício de atividades culturais, físicas, artísticas e sociais, de acordo com suas habilidades. Na prática, os idosos ensinam trabalhos manuais, contam histórias e fazem caminhadas, criando laços de companheirismo com os que estão afastados do convívio social e resgatando para si o sentimento de fraternidade e solidariedade.

A UnaTi tem um programa de Voluntariado para a Terceira Idade. Como ele funciona?
O programa de voluntariado funciona com a inserção idoso na sociedade por meio de atividades em instituições asilares, em tarefas que colaborem para a ampliação de sentimentos de solidariedade e reprodução de seus conhecimentos. O objetivo é valorizar a história de vida profissional dos idosos que participam da UnATI/UERJ e o aprendizado adquirido nos diversos cursos oferecidos pela instituição.

Entrevista completa no site http://portaldovoluntario.org.br/blogs/2214/posts/1770

Marcelo Mendonça

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