Quintalhaça – Entrevistalhaça

Segue uma entrevista sobre o Potal do voluntário, onde há diversas entrevistas e informações para o nosso trabalho de voluntariado!!!

Ao criar, em 1985, o Dia Internacional do Voluntário, a Organização das Nações Unidas pretendia chamar a atenção para a importância do trabalho de milhões de pessoas, que doam seu tempo e seu talento na construção de uma sociedade mais justa. Seguindo estes passos, desde dezembro de 2000, o Portal do Voluntário promove o voluntariado de uma forma ampla, inclusiva e cada vez mais focada no indivíduo.

Voluntariado é desejo de participação, é vontade de mudar a realidade em que vivemos. E é bom para todos. Para o Portal, o voluntário é o protagonista da ação. O Coordenador Geral do PV, Bruno Ayres faz um balanço destes 7 anos de atuação e fala sobre a repercussão desta visão de voluntariado, baseada no fortalecimento do indivíduo.

Portal do Voluntário – O Dia Internacional do Voluntário também marca o aniversário de 7 anos do Portal do Voluntário. Qual era a missão do site na época? E qual seria hoje?
Bruno Ayres
– A missão permanece a mesma: promover o voluntariado da forma mais ampla e inclusiva possível. O voluntariado é para todos: não requer, necessariamente, nenhuma habilidade ou conhecimento extraordinário. Basta olhar em volta e botar as mãos à obra. O que mudou nestes anos foi que cada vez mais direcionamos nosso discurso aos indivíduos. Independente de estarem ou não conectados a uma instituição social podem realizar algo de valor para si mesmos, para outros e para sua comunidade. Esta é a essência do V2V, rede social que desenvolvemos em 2004 para conectar voluntários diretamente, sem burocracia ou intermediação. Ali, indivíduos e instituições têm igual poder de publicar e distribuir oportunidades de ação voluntária.

Portal do Voluntário – Dá pra se fazer um balanço destes anos de atuação?
Bruno Ayres
– Nestes anos nos aproximamos das pessoas, do seu cotidiano. Em parceria com
empresas, temos levado o voluntariado para o dia-a-dia de milhares de pessoas. Com a criação do V2V, temos adaptado nossa mensagem para diversos contextos. O V2V, hoje, está presente em 15 diferentes redes de voluntariado, fortalecendo tanto programas corporativos quanto iniciativas sociais. O respeito à identidade e à realidade de cada uma dessas redes nos fez customizar nossas ferramentas, de forma a dialogar mais eficientemente com cada uma delas.

Portal do Voluntário – Ao criar a ferramenta V2V, o Portal do Voluntário aposta no indivíduo como agente principal da ação voluntária. Por quê?
Bruno Ayres
– Porque é do indivíduo que parte o desejo de agir. Se observarmos estatísticas de diversos países, constataremos que mais da metade da população deseja atuar voluntariamente. A questão é que não há tantas oportunidades prontas e disponíveis em instituições formais. Mas se consideramos os indivíduos já atuantes, que de forma criativa organizam-se com colegas de trabalho,vizinhos ou amigos para agirem, vemos que as oportunidades se multiplicam. Seja através de engajamento direto nessas ações individuais ou pelo efeito contagiante que estes exemplos podem causar.
Outra razão para ir diretamente ao indivíduo é a noção de que voluntariado também é bom para o voluntário. Na verdade, tem que ser bom para ele, senão, não há continuidade. Ao admitir isso claramente, vimos que existe uma enorme interseção entre aquilo que é bom para o indivíduo e o que é bom para a comunidade. Procuramos estimular as pessoas a criarem ações voluntárias baseadas naquilo que elas gostam de fazer, hobbies, esportes ou música, por exemplo. Conectar o voluntariado também com prazer e não apenas com obrigação o torna mais sustentável.

Portal do Voluntário – Como essa visão de voluntariado tem repercutido em outros países?
Bruno Ayres
– Muito bem. Na última conferência da IAVE (Associação Internacional para o Esforço Voluntário), realizada na Índia, apresentamos essas idéias e a receptividade foi ótima. Um dos maiores pesquisadores mundiais sobre o tema, o inglês Justin Smith, disse que o voluntariado precisava desta perspectiva de fortalecimento do indivíduo para enfrentar os desafios futuros de sua promoção.

Essas idéias também têm tido boa repercussão em empresas de fora. No início do ano que vem, teremos o lançamento da V2V Network nos EUA, em parceria com empresas americanas. Ainda no ano que vem, teremos uma nova plataforma tecnológica para conectar voluntários de diferentes redes, em pelo menos três idiomas.
Nosso sonho, com a internacionalização do V2V, é criar uma grande rede global de colaboração, focada no que os indivíduos podem fazer pelos principais desafios sociais e ambientais que enfrentamos hoje.

Fonte: http://portaldovoluntario.org.br/blogs/54329/posts/293

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