Entrevistalhaça – Adotei um sorriso

“…o sorriso é o melhor remédio para melhorar o astral de uma pessoa…”

Em todo o Brasil, é cada vez maior o número de dentistas que adotam voluntariamente sorrisos de crianças e adolescentes carentes assistidas por organizações filiadas à Fundação ABRINQ, através do Programa Adotei um Sorriso.

O doutor Antonio Marcos de Oliveira declara que sua satisfação é dupla como dentista voluntário. Além de garantir o sorriso de crianças e adolescentes atendendo-as em seu consultório particular, como coordenador local do programa, ele é encarregado de sensibilizar e mobilizar outros profissionais em Curitiba.

O que é o Programa Adotei Um Sorriso? Como ele surgiu?

109821999965_profileO Programa Adotei um Sorriso surgiu em 1996 através de um grupo de dentistas da região metropolitana de São Paulo, que se comprometeram a dar atendimento odontológico a crianças e adolescentes de famílias de baixa renda. A idéia logo foi apoiada pela Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente e começou a ser expandida nacionalmente. Atualmente o programa existe em quase todos os estados e em diversas cidades. Cada cidade conta com um coordenador local, mas a coordenação geral fica a cargo da Fundabrinq em São Paulo.

A “adoção” evoluiu. Inicialmente o profissional voluntário “adotava” o sorriso de uma criança ou adolescente e ficava responsável pela saúde bucal deste paciente até ele atingir a idade adulta, isto é, 18 anos. Hoje ele pode ter quantos “adotados” desejar. O profissional realiza os procedimentos necessários em seu próprio consultório, não se exigindo seu deslocamento para outros lugares. Quando as crianças e/ou os adolescentes completarem 18 anos ou se neste ínterim se desligarem da organização social, eles perdem o direito de receber apoio do Programa Adotei Um Sorriso, mas fica a critério do profissional dar continuidade no trabalho, sem vínculo ou apoio do Programa.

A criança adotada deve ser uma criança assistida por uma organização social, que fica responsável por fornecer vale transporte para a criança e para o responsável, geralmente um dos pais, porque a criança NUNCA deve ir desacompanhada para o consultório. Se houver possibilidade por parte da organização, ela pode disponibilizar um meio próprio de transporte. Neste caso um responsável da própria organização pode acompanhar a criança. Outra função da organização é desenvolver um trabalho de conscientização junto à família e/ou responsáveis por esta criança.

Por que você é dentista? Onde você trabalha profissionalmente? Onde você colabora e o que você faz como dentista voluntário?

Desde muito cedo estive certo de que queria trabalhar com saúde, a imagem do profissional cuidando de outras pessoas sempre exerceu um carisma sobre mim, e isto foi se solidificando com o tempo de escola. Devo confessar que no início a visão do médico era mais forte, mas optei pela odontologia e estou convicto de que fiz a opção certa.

Gosto muito do que faço, procuro fazer sempre o melhor que posso e tenho humildade suficiente para enfrentar e reconhecer minhas limitações. Desde que me formei exerço minha profissão em consultório particular e também já trabalhei durante cinco anos no Ministério do Exército, precisamente no Hospital Geral de Curitiba desenvolvendo trabalho com odontopediatria.

Como dentista voluntário eu atendo meu paciente “adotado” no próprio consultório e realizo a coordenação do Programa Adotei um Sorriso em Curitiba, trabalho este que desenvolvo com o apoio do Centro de Ação Voluntária de Curitiba, pois me oferecem todo o apoio logístico de que necessito. Como coordenador local do Adotei um Sorriso faço a união entre a coordenação nacional em São Paulo e as organizações sociais que recebem apoio do programa em Curitiba, além de promover ações em busca de novos profissionais voluntários.

Como, quando, por que você se envolveu com voluntariado?

10942457053_profileO voluntariado de alguma forma sempre esteve presente em minha vida devido ao engajamento de minha mãe em algumas ações voluntárias, que ela ainda mantem até hoje, mesmo aos quase 83 anos de idade. Seu entusiasmo, as estórias e o aprendizado que ela relata foram e são um incentivo para que despertasse em mim interesse e vontade de também fazer algo em prol de pessoas menos favorecidas. Com certeza, hoje tenho uma visão mais definida do papel social que preciso exercer no mundo que está a minha volta.

Foi noticiado recentemente que 26 milhões de brasileiros são desdentados. Que problemas de saúde e que constrangimentos ou dificuldades são gerados pela falta de dentes?

Primeiro ponto a ser considerado nesta afirmação é que se 26 milhões de brasileiros são desdentados é porque já atingiram a fase adulta e já perderam todos os dentes permanentes. Isto significa que uma grande porcentagem da população não tem acesso a tratamento odontológico, em termos de saúde pública e/ou em consultórios particulares. Assim pode-se concluir que ainda temos um grande problema de saúde pública a ser resolvido, pois se formos considerar a grande maioria destas pessoas iremos perceber que são de baixa renda e que vivem num nível de pobreza na qual muitas vezes não têm nem mesmo o que comer. Imagine-se então como poderão enfrentar os problemas de saúde bucal, a não ser retirá-los para não sofrerem com dores e com muitas outras patologias que afetam a cavidade oral.

Entrevista completa: http://portaldovoluntario.org.br/blogs/46277/posts/384

Marcelo Mendonça

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